Mostrando postagens com marcador Paramount Pictures. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paramount Pictures. Mostrar todas as postagens

12 de agosto de 2011

Estreia nos cinemas: Super 8

0 comentários
A nostalgia percorre cada fotograma de Super 8, a nova aventura saída da imaginação do diretor e roteirista J.J. Abrams – o celebrado criador da série Lost. Ambientada em 1979, numa época em que não existiam ainda os telefones celulares, a história evoca, desde o título, também o passado do próprio cinema, emprestando o nome das câmeras que antigamente eram quase tão populares quanto as agora onipresentes digitais.

Filme de época, ficção científica, suspense com ecos de drama familiar e romance adolescente, alguns momentos de filme de terror – parece muita coisa, e é, para definir o cruzamento de gêneros que aqui se propõe. Isto sem contar o largo passeio pelas referências cinematográficas de J. J. Abrams – que vão de O dia em que a Terra parou (1951) aos filmes do aqui produtor Steven Spielberg – como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) e E.T. – O Extraterrestre (1982) - , fazendo uma rápida escala em Conta comigo (1986). Mas, na mistura, é que o diretor mostra a que veio.

Charles (Riley Griffiths) é um pré-adolescente gordinho e cheio de energia que sonha em ser cineasta – e tem até uma certa semelhança física com Orson Welles. No momento, ele está empenhado em fazer um filme sobre zumbis para colocar num festival. Todo o esquema de produção é, naturalmente, caseiro. Ele conta com amigos do peito como Cary (Ryan Lee), Preston (Zach Mills) e Joe (Joel Courtney) para atuar e trabalhar na equipe técnica. Só falta convencer a loirinha mais bonita da escola, Alice (Elle Fanning, de “Um Lugar Qualquer”), para ser a estrela.

Contando com a jovem atriz, a turminha põe-se a filmar uma sequência noturna às escondidas, na estação de trem. Tudo corre bem até que presenciam um estranho acidente: uma caminhonete vem em alta velocidade sobre os trilhos, procurando chocar-se contra o trem que está chegando. A ideia dos meninos era só aproveitar a parada do trem como pano de fundo para uma cena romântica. O acidente, espetacular, põe todos eles para correr. A câmera fica no chão, filmando um material que logo mais se tornará objeto de uma intensa disputa.

Quem lançou a caminhonete contra o trem é um professor dos garotos, o dr. Woodward (Glynn Turman), que lhes conta uma estranha história sobre um extraterrestre. Pouco depois, a cidadezinha assiste à chegada de vários pelotões de tropas, que tomam conta do trem acidentado e de toda a situação.

Duas tramas paralelas prosseguem a partir daí. Uma delas gira em torno do suspense sobre o segredo do conteúdo do trem e o significado de um estranho cubo colhido na estação por Joe. A outra é o conflito entre o pai de Joe, o xerife-assistente Jackson (Kyle Chandler), e o pai de Alice, Louis (Ron Eldard), uma situação que complica o princípio de romance entre os dois adolescentes. A história tem a ver com a morte da mãe de Joe num acidente na fábrica em que também trabalhava o pai de Alice.

A primeira parte, quando os garotos encenam o filme e presenciam o desastre – uma sequência genuinamente eletrizante – é a melhor, inclusive repleta de humor. Quanto mais se define o mistério, em torno de um extraterrestre com estranhos hábitos alimentares, para dizer o mínimo, a história perde parte de sua energia. É uma aventura que provavelmente tem mais impacto sobre pré-adolescentes, que têm tudo para se reconhecerem na simpática turma aqui retratada, que em todos os momentos decide tomar a responsabilidade com as próprias mãos. Vale por isso. Como ficção científica, Super 8 não tem nada de novo e é, na verdade, um tanto trash.

Elle Fanning, do alto dos seus 13 aninhos, está se tornando não só belíssima, mas também uma ótima atriz. Mais um orgulho no clã que já deu ao mundo Dakota Fanning (que atuou com Spielberg em Guerra dos Mundos).

-> Texto de Neusa Barbosa, do blog CineWeb.

29 de julho de 2011

Estreia nos cinemas: Capitão América: o Primeiro Vingador

0 comentários
Herói criado sob medida para inflar o patriotismo norte-americano durante a II Guerra Mundial, em 1941, o Capitão América não teve muita sorte nos cinemas, como se viu numa sofrível versão em 1990, Capitão América, de Albert Pyun.

Vinte e um anos depois, o personagem reencarna numa versão luxuosa, com muitos efeitos especiais e também na versão 3D, Capitão América: O Primeiro Vingador, de Joe Johnston, o experimentado diretor de Rocketeer, Jumanji e Parque dos Dinossauros III.

O patriotismo original injetado pelos criadores do gibi, Joe Simon e Jack Kirby, está compreensivelmente atenuado, um sinal dos tempos de crise econômica no pós-guerra do Afeganistão e guerra do Iraque. Mas a energia heróica ressurge intacta no corpo inicialmente franzino de Steve Rogers (Chris Evans, o Tocha Humana de Quarteto Fantástico). O rapaz do Brooklyn nova-iorquino quer porque quer alistar-se e lutar contra os nazistas, em 1941. Mas ninguém deixa. Pudera. Com um corpinho raquítico e uma enorme lista de doenças anteriores, ele é sistematicamente dispensado.

A coisa muda quando ele se encontra com o cientista alemão dr. Erskine (Stanley Tucci), que enxerga nele a cobaia ideal para um soro, em tese capaz de moldar super-soldados, e que foi testado uma única vez - com alguns efeitos colaterais, já que gerou Johan Schmidt (Hugo Weaving), o Caveira Vermelha, um vilão que acha Hitler pouco e comanda uma organização paralela, a temível Hidra.

Submetido à experiência, Steve transforma-se num soldado forte e bombado. Apesar disso, não é enviado ao campo de batalha, como sonhava. O coronel Philips (Tommy Lee Jones) não quer nem ouvir falar disso. E o fortão acaba transformado por um senador no garoto-propaganda Capitão América, que percorre os EUA para ajudar a vender bônus de guerra junto com uma trupe de garotas.

Com a guerra no seu auge, não tarda a aparecer uma ocasião para que Steve ignore solenemente as ordens do coronel, com a total cumplicidade da agente Peggy Parker (Hayley Atwell, de O Sonho de Cassandra). Sozinho com sua força excepcional e um escudo metálico que usa com destreza, ele invade a fortaleza do Caveira Vermelha, resgatando cerca de 400 soldados aliados, entre eles, seu melhor amigo, Bucky Barnes (Sebastian Stan).
Com certeza, não é o fim do Caveira e do seu comparsa, o cientista dr. Zola (Toby Jones), que juntos se apoderaram de uma incrível fonte de energia, o polímero de carbono, capaz de alimentar armas de altíssimo poder de destruição. Só o escudo do Capitão América resiste a esse impacto.

Na versão 3D, ficam valorizadas algumas cenas de ação, sendo uma das melhores a primeira missão de Steve bombado, correndo descalço pelas ruas de Nova York para capturar um bandido, catando-o até debaixo d’água, num submarino. As outras são o ataque à fortaleza do Caveira Vermelha que resulta no resgate dos 400 soldados e a longa e eletrizante sequência aérea final.

Quem busca diversão, não tem do que reclamar. E quem gostou, já pode esperar a sequência, Os Vingadores, em produção, e que junta o Capitão América com o Homem de Ferro, Thor e outros personagens da Marvel em nova aventura.

-> Texto de Neusa Barbosa, do blog CineWeb.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...