
Ainda novinho, Drummond era uma pessoa muito inquieta. Tanto que foi expulso do colégio por insubordinação mental - ou seja, ele não respeitava muito as opiniões e regras da escola. O poeta fez faculdade de farmácia só para deixar sua família satisfeita. O que ele gostava mesmo era de escrever. Na época da faculdade, Carlos Drummond colaborava no jornal Diário de Minas, em Belo Horizonte (MG).
E não parou mais. Continuou publicando poemas e outros textos seus em vários jornais e revistas. Até escrever livros e ficar superconhecido como um grande poeta! Drummond morreu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 17 de agosto de 1987, dias depois da morte de sua filha única, Maria Julieta Drummond de Andrade. Um dos poemas mais famosos dele é este aí:
Verbo ser
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.
Gostou? Então grave um vídeo lendo o poema e envie para o Dia D!
-> Texto do site da Revista RECREIO.
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